quarta-feira, 11 de junho de 2014

Identidade Teológica


      Estamos vivendo em uma crise de paradigmas teológicos. A teologia triunfalista da confissão positiva e da prosperidade estão em declínio. Com o desenvolvimento econômico dos países da Europa e nos Estados Unidos a tendência foi abandonar essa teologia, pois não precisam mais barganhar com Deus para satisfazerem seus desejos e necessidades. O Brasil está seguindo pelo mesmo caminho é só questão de tempo.
      A grande questão que nos aponta é: Qual será a visão teológica padrão para as próximas gerações? Que sistema teológico será hegemônico após a queda do neopentecostalismo?

     Quando falo de sistema teológico, estou falando da ferramenta e pressupostos que usamos para interpretar a revelação de Deus ao ser humano. A teologia não tem como circunscrever completamente a Deus, contudo pode e deve organizar e interpretar a Sua revelação tipificada, principalmente nas Escrituras Sagradas. Dessa forma, precisamos escolher um sistema teológico que mais se aproxime da Verdade bíblica e responda aos desafios da contemporaneidade.

     Já existem muitas visões teológicas conflitantes lutando para serem preeminentes em um futuro próximo. Proponho que façamos uma reflexão preliminar sobre as principais delas.

1. Hiper-Graça ou Graça Barata
      A hiper-graça é fruto do liberalismo teológico e tem como bandeira a desinstitucionalização da igreja. Dizem que não precisam ir a uma igreja, não precisam se submeter a uma liderança espiritual, não precisam ser fiéis dizimistas e ofertantes, basta ter “Jesus no coração”.
     Essa visão teológica gerou como resultado na Europa um cristianismo secularizado, o esvaziamento da igreja e, em última instância, um ateísmo prático. Será que esse é o modelo que queremos para o Brasil?

2. Neo-Judaizantes
     Em outro extremo temos os neo-judaizantes. São grupos que querem implantar práticas “judaicas” na liturgia cristã. Tem que guardar o sábado, seguir costumes e festas judaicas, tem que usar as raízes hebraicas dos nomes bíblicos, em alguns extremos até praticar a circuncisão, etc.
     O Apóstolo Paulo e o escritor da Epístola aos Hebreus foram instrumentos de Deus para solapar da igreja cristã tal prática. Eles afirmam que isso é voltar aos rudimentos da fé e que a nova aliança em Jesus Cristo é superior as alegorias e tipologias do Antigo Testamento e que voltarmos as suas práticas é negar a fé. Essas práticas tem levado a muitos misticismos dentro das igrejas e tem sido porta de entrada para muitas heresias, superstições e fanatismos.

3. Neo-Calvinistas
      Esse grupo que ganhou força criticando os excessos do neo-pentecostalismo vão para outro extremo. Afirmam ser o calvinismo o próprio evangelho e tudo fora disso é heresia e deve ser condenado. Ridicularizam a fé alheia (usando a mesma estratégia e o mesmo canal dos neo-ateus, as redes sociais, blogs e internet de maneira geral) e se apresentam como superiores e únicos detentores da verdade da fé cristã.
     Se formos honestos veremos que as novas propostas teológicas que nos cercam e estão em ascensão não são tão saudáveis como deveriam. Não podemos ficar impassíveis diante dessa questão. Se não nos posicionarmos seremos levados por esses “ventos de doutrinas”, esses “manjares do rei” do presente século.

      No próximo artigo pretendo apresentar uma proposta cristã ortodoxa e saudável que nos ajude a ser e a ter igrejas mais saudáveis, fiéis as Escrituras e preparadas para responder aos desafios do presente século.

Até Lá!

Maranata, ora vem Senhor Jesus!


       


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