quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Televisão, Internet e Autonomia


      Como pastor e cidadão sempre me preocupei com a influência que a televisão tem sobre as pessoas. Os valores ensinados, a qualidade da informação, o sensacionalismo, o arrefecimento do senso crítico, o entretenimento e a cultura vulgar, os apelos quase que compulsórios dos comerciais e a manipulação da massa. Depois veio o boom da internet e das redes sociais com nossas crianças tendo acesso aos conteúdos inadequados para a idade, o perigo de aliciamento, pornografia e crimes digitais. Contudo, tenho uma visão positiva da transição ou simultaneidade da utilização da internet em relação aos programas de TV. Considerados os dados do censo 2010 e do Ibope já temos um índice de 43% dos brasileiros com acesso a web. Sempre defendi o desenvolvimento de um senso crítico e de autonomia por parte de todos, com o objetivo de gerar pessoas mais questionadoras e preparadas para interagirem de forma consciente e sadia diante dos desafios da vida. Simplesmente criticar os meios de comunicação ou tentar cercear a utilização deles sem proporcionar um entendimento do impacto e de suas influências negativas não vão proporcionar um resultado saudável.
    Percebi então, um grande diferencial da web em contraponto com a televisão. Enquanto esta utiliza de uma comunicação unilateral tornando seus telespectadores passivos; a internet, por sua vez, permite, instiga e até exige uma interatividade, se transformando em uma ferramenta útil para a formação de discernimento e ponderação sobre as informações recebidas. Por exemplo: quando leio um artigo, uma notícia ou ouço uma música, posso imediatamente expressar minha opinião a respeito do assunto no campo “comentário”. Até nas mídias sociais posso dizer se “curti” ou não determinado tópico. Um instrumento tão sutil, mas que nos tira da passividade televisiva e nos leva à interação.
      Evidentemente, não sou ingênuo a ponto de dizer que a utilização da internet vai promover a salvação cultural e educacional do povo brasileiro, entretanto, percebo que permitirá aos indivíduos serem mais participantes e menos alienados em relação aos acontecimentos à sua volta. Por isso, considero interessante termos uma ação mais proativa e de caráter prático com relação as mídias sociais. Ao invés de nos restringirmos em criticar os conteúdos e os problemas gerados pela web, devemos, dentro do nosso campo de influência, direcionar e despertar nas pessoas o interesse  de desfrutar da internet de maneira que promova um crescimento e aprendizado contínuo.     
   

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