Como
pastor e cidadão sempre me preocupei com a influência que a televisão tem sobre
as pessoas. Os valores ensinados, a qualidade da informação, o sensacionalismo,
o arrefecimento do senso crítico, o entretenimento e a cultura vulgar, os
apelos quase que compulsórios dos comerciais e a manipulação da massa. Depois
veio o boom da internet e das redes
sociais com nossas crianças tendo acesso aos conteúdos inadequados para a
idade, o perigo de aliciamento, pornografia e crimes digitais. Contudo, tenho
uma visão positiva da transição ou simultaneidade da utilização da internet em
relação aos programas de TV. Considerados os dados do censo 2010 e do Ibope já
temos um índice de 43% dos brasileiros com acesso a web. Sempre defendi o desenvolvimento
de um senso crítico e de autonomia por parte de todos, com o objetivo de gerar
pessoas mais questionadoras e preparadas para interagirem de forma consciente e
sadia diante dos desafios da vida. Simplesmente criticar os meios de
comunicação ou tentar cercear a utilização deles sem proporcionar um
entendimento do impacto e de suas influências negativas não vão proporcionar um
resultado saudável.
Percebi
então, um grande diferencial da web em contraponto com a televisão. Enquanto
esta utiliza de uma comunicação unilateral tornando seus telespectadores
passivos; a internet, por sua vez, permite, instiga e até exige uma
interatividade, se transformando em uma ferramenta útil para a formação de
discernimento e ponderação sobre as informações recebidas. Por exemplo: quando
leio um artigo, uma notícia ou ouço uma música, posso imediatamente expressar
minha opinião a respeito do assunto no campo “comentário”. Até nas mídias
sociais posso dizer se “curti” ou não determinado tópico. Um instrumento tão
sutil, mas que nos tira da passividade televisiva e nos leva à interação.
Evidentemente,
não sou ingênuo a ponto de dizer que a utilização da internet vai promover a
salvação cultural e educacional do povo brasileiro, entretanto, percebo que
permitirá aos indivíduos serem mais participantes e menos alienados em relação
aos acontecimentos à sua volta. Por isso, considero interessante termos uma ação
mais proativa e de caráter prático com relação as mídias sociais. Ao invés de
nos restringirmos em criticar os conteúdos e os problemas gerados pela web,
devemos, dentro do nosso campo de influência, direcionar e despertar nas
pessoas o interesse de desfrutar da
internet de maneira que promova um crescimento e aprendizado contínuo.
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